quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Sobre amor.

É estranho, mas de repente me vejo sozinha. E mais acompanhada do que nunca.
Te espero, esperança.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Perdido em algum caderno de 2005...

Grande parte dos meus pensamentos já foram definhados pelo tempo breve de ligar o computador e acessar o programa de escrita.
Assim são meus pensamentos; vagos, ligeiros, frenéticos. Até gosto. Aquele momento, breve, especial, foi guardado.
Como os pensamentos, pessoas, passagens, idéias, tudo é sempre muito vago. Não me acho por isso, alguém superficial. Porque o tempo que as coisas ficam em mim são eternas, são apaixonadas, são intensas e verdadeiras. Gosto de coisas pequenas. Em grandes quantidades.
Gasto muito do meu dinheiro e do meu tempo nessas pequenas coisas. Gosto de pensar, gosto de titular, evitando rótulos. Mas ouso em dizer que talvez goste um pouco da burocracia. Sem muita organização.
Soa paradoxal, eu sei. Sou um paradoxo, gosto disso. Gosto da intriga, da polêmica. Isso me faz pensar mais. Mais, em menos tempo. E lá se foi o outro pensamento.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Declaração

Declaro por meio desta (meio assonada, meio perdida) minha fuga total da realidade.
Vou viver meu sonho, perder no seu olhar que não me vê, e me entregar, com intenção, com vontade nas suas pupílas - ponto de fuga.
Declaro também, me permitir ver mais cores, mais sabores, mais amor. Declaro mais paixão, mais poesia.
Declaro também, me permitir doer, me permitir dor, me permitir me machucar.
Declaro pés no céu, cabeça o mais alto que puder alcançar e coração pulsante, apaixonado, inquieto.
Declaro mais palavras nas minhas letras que se formam. Mais semântica na cabeça louca.
Me declaro feliz, me declaro triste.
Chega de ser poeta.
Respiro.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Like a rolling stone.

Eu não quero ouvir, não quero saber. Mas o som insiste em ficar na minha cabeça. A paranóia que é muda e me ensurdece com seus gritos de silêncio.
Dói, sente. Dói.
As vezes é só o que eu sinto - With no direction home, like a complete unknown - e talvez seja o necessário pra agora, pra hoje, pro amanhã. Pra sempre.

domingo, 23 de agosto de 2009

Mas, por que?

Eu não tenho medo. Não preciso ter medo, não quero ter medo. Pra que temer?
Tá tudo aí, os fatos estão todos na minha cara. Eu escolhi exatamente a forma como eu estou, eu escolhi estar aqui, agora, eu escolhi estar lá ontem, eu escolhi o que fiz na minha vida. E eu não temo.
Não temo, por quê sei. O quê ao certo é difícil dizer. Mas sei, mas sinto. As coisas estão fluindo, estão caminhando, estão em constante movimento. E o medo não consegue mais me atingir. E o medo não consegue mais me ferir. E o medo já não me impede mais.
Vivo. Pergunto. Questiono. Sigo.
Sem medo.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Never enough

Loucura, caos, tudo ao mesmo tempo.
O tempo corre e eu caminho. As coisas mudam e eu estagno. As pessoas se movem e eu aqui. E eu sempre aqui, por aqui.
Estou com pressa. Acho que preciso começar a ficar, pelo menos. Tá difícil acompanhar tudo, tá difícil acompanhar todos. Ritmo frenético. E eu aqui - And I feel like I'm being eaten by a thousand million shivering furry holes and I know that in the morning I will wake up in the shivering cold - Até quando?
Penso muito nada faço. Nada penso, nada faço. Faço tudo, nada penso. Faço nada, penso nada.
E mais uma vez, os ponteiros brigam comigo e insistem em caminhar.
Fujo.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Ciclo

E assim eu me jogo. E me derreto e sonho. E caio do abismo de novo. E choro de novo e sinto de novo. Depois me levanto, e estou pronta pra me jogar novamente.
Assim acontece, porque tenho algo em meu peito que insiste em bater. Bater forte, acelerado. Que controla minha mente, revira meu estômago, me faz parar de respirar. Me faz implorar por mais tragos de tudo.
Insiste em me controlar, insiste em me cegar, insiste em me fazer sonhar, esperar.
Dói, sente. A alegria é de um dia, a alegria é um momento, mas aquele momento rege todo o resto.
E sofro.
E sonho.
E me jogo de novo.
E o coração está aqui. O coração está em mim, o coração sou eu. Bate, sente, sonha. Se entrega.
Entregue-se.