domingo, 18 de março de 2012
Todo o sentimento
Um frio chato, um domingo com cara de domingo e Chico me dizendo que não devemos dizer nada, que devemos permanecer encantados, um do lado do outro.
segunda-feira, 12 de março de 2012
hoje sou dona de sonhos bestas, como vestir sua camiseta e sentir seu cheiro de banho tomado mas que não usa perfume e de repente acordar com um café na cama ou um beijo do hálito de quem acaba de acordar e só quer dizer bom dia ou até mesmo boa madrugada, não interessaria o que iria ser dito.
penso em dormir do seu lado e enrolar lençóis e acordar com um braço ou uma perna dormente porque fiquei tempo demais na mesma posição pra não te acordar com meus movimentos. sonho com uma noite mal dormida, até mesmo em uma cama de solteiro, na qual não caberíamos muito bem e provavelmente algum de nossos membros ficariam do lado de fora durante a noite, ou algum de nós cairíamos e riríamos ou ficaríamos bem bravos com a situação.
acordar e olhar pra uma janela de uma visão diferente, com um tempo bonito, quem sabe sob a sombra das árvores, quem sabe com o barulho caótico da cidade, não importa.
me despedir no dia seguinte, depois de ter escovado os dentes e forjado um banho e alguma roupa, se despedir com um beijo seu me dizendo um "até breve" sincero, daqueles que realmente sabemos que é até breve, daquele que realmente esperamos pra sempre.
ficar pensando em você durante resto do dia e de noite ser embalada por um ritmo frenético de ansiedade, do qual eu fumaria mil cigarros e escutaria algum jazz ardido ou um romântico-clichê e pensaria em você olhando pra janela e escrevendo coisas como esta que agora escrevo.
penso em dormir do seu lado e enrolar lençóis e acordar com um braço ou uma perna dormente porque fiquei tempo demais na mesma posição pra não te acordar com meus movimentos. sonho com uma noite mal dormida, até mesmo em uma cama de solteiro, na qual não caberíamos muito bem e provavelmente algum de nossos membros ficariam do lado de fora durante a noite, ou algum de nós cairíamos e riríamos ou ficaríamos bem bravos com a situação.
acordar e olhar pra uma janela de uma visão diferente, com um tempo bonito, quem sabe sob a sombra das árvores, quem sabe com o barulho caótico da cidade, não importa.
me despedir no dia seguinte, depois de ter escovado os dentes e forjado um banho e alguma roupa, se despedir com um beijo seu me dizendo um "até breve" sincero, daqueles que realmente sabemos que é até breve, daquele que realmente esperamos pra sempre.
ficar pensando em você durante resto do dia e de noite ser embalada por um ritmo frenético de ansiedade, do qual eu fumaria mil cigarros e escutaria algum jazz ardido ou um romântico-clichê e pensaria em você olhando pra janela e escrevendo coisas como esta que agora escrevo.
domingo, 11 de março de 2012
tenho em mim todos os motivos pra ser feliz ou pelo menos esboçar um contentamento. sinto aqui todas as alegrias possíveis, a de ouvir um bom samba, dançar abraçado. Uma vontade louca de não pensar no amanhã e naquilo que o carrega. Uma imensa vontade de tornar um caminho longo ainda mais longo pra permanecer na ternura, na pureza de ter aquilo da forma exata como ficou.
no entanto, chego em casa, tiro meu vestido florido, minha sapatilha, ligo o computador e leio e escrevo coisas tristes ao som de glory box, que toca e dói no coração.
no entanto, chego em casa, tiro meu vestido florido, minha sapatilha, ligo o computador e leio e escrevo coisas tristes ao som de glory box, que toca e dói no coração.
sexta-feira, 9 de março de 2012
elevado(r)
Quatro pessoas. Desconhecidas em um elevador.
Cada
uma
para
em
um
andar.
Cada uma com suas aflições, suas peles carbonizadas pelo Sol, seus corações carbonizados pela chama que consiste em existir.
O tempo dita o assunto, mas não dita as vontades.
Cada
uma
para
em
um
andar.
Cada uma com suas aflições, suas peles carbonizadas pelo Sol, seus corações carbonizados pela chama que consiste em existir.
O tempo dita o assunto, mas não dita as vontades.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Roda-russa, montanha-viva
Talvez o mundo não seja uma roda-gigante. Talvez não rodemos tanto quanto imaginamos. Talvez seja uma montanha-russa (com todo o clichê que a invoca), com seus altos, baixos, adrenalinas e calmarias. Talvez as voltas do nosso coração, seja a ansiedade da subida ou o êxtase da descida.
O tempo correu num instante, nas curvas do meu coração.
O tempo correu num instante, nas curvas do meu coração.
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