Estávamos lá. Eu e você. No mundo paralelo. Dividimos cervejas, cigarros, besteiras. Estávamos lá, dividindo. Não havia eu, você; havia nós.
Nós. Acho uma palavra bonita. Nós. Soa como um conjunto. Não como um eu + você. Não naquele momento.
E ali ficamos. Nós ficamos. Olhando estrelas que se mexiam (na minha cabeça de esquizofrenia), olhando estrelas que não existiam e a luz escrota do poste que insiste em piscar.
Estávamos ali. Olhares de quem se engana, olhares de quem não sabe o que fazer; eram só olhares. Olhares e risos. Loucuras. Mas era nós. E alí estávamos. E ali permanecemos. Permanecemos uma eternidade de tempo pequeno. Eterno, terno.
No mundo paralelo não existe tempo. Não existe meu, seu. Era nós, era nosso.
Gostei, gostoso. Gosto.
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Sobre nós (eu e eu)
Nós amamos, nós sentimos, nós doemos, nós gozamos; nós gostamos. Nos gostamos. Nos amamos, e sabe, estamos juntos sempre. Não quero nos separar. Acho que já não podemos nos separar. Criamos um vínculos, nós, eu e eu.
Somos doentios, sentimos dores profundas, existenciais, que só nós sentimos. Nós de todos.
E nós, minha cara, não sabemos mais o que fazer para nos manter de pé. Então mentimos, bebemos, rimos, no tempo que temos. O grande tempo que temos e que ainda teremos.
Vivemos, então, vivemos enfim. Vivemos nós, na nossa dupla imbatível, na nossa dupla de ondas, na nossa dupla desiquilibrada.
Doemos. E sei que poderíamos nos amar. Mas não nos amamos. Somos mais do que isso. Somos eu e você. Você e eu. Nós.
Somos doentios, sentimos dores profundas, existenciais, que só nós sentimos. Nós de todos.
E nós, minha cara, não sabemos mais o que fazer para nos manter de pé. Então mentimos, bebemos, rimos, no tempo que temos. O grande tempo que temos e que ainda teremos.
Vivemos, então, vivemos enfim. Vivemos nós, na nossa dupla imbatível, na nossa dupla de ondas, na nossa dupla desiquilibrada.
Doemos. E sei que poderíamos nos amar. Mas não nos amamos. Somos mais do que isso. Somos eu e você. Você e eu. Nós.
sábado, 18 de julho de 2009
De repente, em um repente...
Tudo tinha se dissipado. Doído, sofrido, o tempo não passava, mas enfim, o vento levou. Deixou seu cheiro, deixou seu toque, seu carinho. Mas você finalmente tinha ido.
De repente, você reaparece. Com aquele jeito, com aquela risada, com aquele toque. Aquele toque que só você sabe tocar, aquela sua respiração ofegante, única.
Conversamos, choramos; sabemos. Sabemos de tudo, da dor, do sofrer. E continuamos. Porque o amor não olha pra essas coisas.
E repentinamente seus acordes se transformam em poesia para os meus ouvidos. Lírica para o meu coração. E podia parar o mundo, parar o tempo para ficar ali, te olhando tocar violão por mais horas e horas e cervejas e mais horas.
O cigarro não é o suficiente pra me relaxar. O equilíbrio não existe mais, nunca existiu. Que equilíbrio? Você estava ali pra me desequilibrar, você está aqui pra me desequilibrar, você sempre esteve aqui pra tirar meu pé do chão.
Lembro-me de novo do seu toque, do meu coração parando, das lágrimas que insistiram em sair. E o que fazer pra isso parar? O que fazer pra continuar vivendo com o coração parado?
O amor já não explica o sofrimento, o amor já não consegue explicar o cinzeiro repleto, o copo cheio, a música melancólica, tanto sentimento. O amor já não aguenta mais. O meu amor já não aguenta mais. O que fazemos? Construímos esse mundo paralelo, onde o tempo não tem importância sem nos preocuparmos com a dor que isso nos traz.
Você me disse que não aguenta mais. Eu não aguento mais. Destruo nosso mundo. Destruo nosso amor. E respiro. Me respeitando, te respeitando, enfim.
De repente, você reaparece. Com aquele jeito, com aquela risada, com aquele toque. Aquele toque que só você sabe tocar, aquela sua respiração ofegante, única.
Conversamos, choramos; sabemos. Sabemos de tudo, da dor, do sofrer. E continuamos. Porque o amor não olha pra essas coisas.
E repentinamente seus acordes se transformam em poesia para os meus ouvidos. Lírica para o meu coração. E podia parar o mundo, parar o tempo para ficar ali, te olhando tocar violão por mais horas e horas e cervejas e mais horas.
O cigarro não é o suficiente pra me relaxar. O equilíbrio não existe mais, nunca existiu. Que equilíbrio? Você estava ali pra me desequilibrar, você está aqui pra me desequilibrar, você sempre esteve aqui pra tirar meu pé do chão.
Lembro-me de novo do seu toque, do meu coração parando, das lágrimas que insistiram em sair. E o que fazer pra isso parar? O que fazer pra continuar vivendo com o coração parado?
O amor já não explica o sofrimento, o amor já não consegue explicar o cinzeiro repleto, o copo cheio, a música melancólica, tanto sentimento. O amor já não aguenta mais. O meu amor já não aguenta mais. O que fazemos? Construímos esse mundo paralelo, onde o tempo não tem importância sem nos preocuparmos com a dor que isso nos traz.
Você me disse que não aguenta mais. Eu não aguento mais. Destruo nosso mundo. Destruo nosso amor. E respiro. Me respeitando, te respeitando, enfim.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Elas.
É nos goles de cerveja, que descem macio, que descem amargo, que descem chorados. É nas saídas agitadas, as saídas pro rock, as saídas da madrugada, as saídas matinais, as saídas pra se olharem. Elas estão sempre ali.
É pra falar no telefone horas, é pra falar no telefone segundos, é pra falar no telefone pra ouvir a voz. Eu preciso da voz delas.
É se encontrar pra conversar, é se encontrar pra ouvir música, é se encontrar pra sentir a límpida nicotina entrando na alma; é se encontrar pra olhar. Eu preciso enxergá-las.
Eu preciso do contato diário, freqüente, doente. Preciso delas.
Preciso delas, meu coração precisa delas, meu ouvido precisa delas. Vocês são lindas. Vocês não são parte da minha vida, mas são minha vida. E crescem, crescem no meu coração, crescem no meu sentimento.
Solidão é uma palavra dura. E vocês já estão em mim a ponto de eu sentir solidão com vocês. Consigo me sentir sozinha com vocês, porque vocês já estão em mim. Consigo permanecer em silêncio, sabendo que vocês estão ali, vocês estão comigo. Mesmo não estando comigo.
Sofro de abstinência, sofro de amor, sofro de fofura. Sofro com elas, sofro sem elas. Sofro por elas.
Elas sou eu.
É pra falar no telefone horas, é pra falar no telefone segundos, é pra falar no telefone pra ouvir a voz. Eu preciso da voz delas.
É se encontrar pra conversar, é se encontrar pra ouvir música, é se encontrar pra sentir a límpida nicotina entrando na alma; é se encontrar pra olhar. Eu preciso enxergá-las.
Eu preciso do contato diário, freqüente, doente. Preciso delas.
Preciso delas, meu coração precisa delas, meu ouvido precisa delas. Vocês são lindas. Vocês não são parte da minha vida, mas são minha vida. E crescem, crescem no meu coração, crescem no meu sentimento.
Solidão é uma palavra dura. E vocês já estão em mim a ponto de eu sentir solidão com vocês. Consigo me sentir sozinha com vocês, porque vocês já estão em mim. Consigo permanecer em silêncio, sabendo que vocês estão ali, vocês estão comigo. Mesmo não estando comigo.
Sofro de abstinência, sofro de amor, sofro de fofura. Sofro com elas, sofro sem elas. Sofro por elas.
Elas sou eu.
terça-feira, 30 de junho de 2009
Todo sentimento me carrega...
São 2h30 da manhã. Mas eu precisava escrever, precisava. Sobre as coisas que estão entaladas, enlatadas na garganta, na cabeça, no coração. A pressão está a mil. As palavras não saem com nexo desse jeito, eu sei, mas eu precisava.
O que transcreve aqui talvez não seja eu, talvez não seja meu eu. Talvez não seja o eu que eu queria ser. Queria ser diferente. Menos dependente, menos deprimida. Queria seguir as réguas exatas, não as tortuosas linhas do destino, que o coração insiste em traçar.
Queria ser alguém que se importa mais comigo, que não se joga assim, em vão, que não joga com você mesmo, que não joga contra você mesmo.
Queria um pouco mais de exatidão, de sentido nas minhas palavras, de sentido nos meus sentimentos, de sentido no meu sentido.
Sobra em mim um peso, que me debulha no computador pela madrugada, que devaneia sobre nada, porque eu não sei nada, porque eu não escrevo nada - As coisas tortas não fazem sentido, as coisas tortas são tortas.
Nada me basta, nada me importa, a insônia me invade; será que é mesmo a insônia que tanto me incomoda? Será que não é a vida jogada, a vida que me joga? Será que já não jogo o suficiente, será que já não estou jogada o suficiente?
2h36 da manhã.
O que transcreve aqui talvez não seja eu, talvez não seja meu eu. Talvez não seja o eu que eu queria ser. Queria ser diferente. Menos dependente, menos deprimida. Queria seguir as réguas exatas, não as tortuosas linhas do destino, que o coração insiste em traçar.
Queria ser alguém que se importa mais comigo, que não se joga assim, em vão, que não joga com você mesmo, que não joga contra você mesmo.
Queria um pouco mais de exatidão, de sentido nas minhas palavras, de sentido nos meus sentimentos, de sentido no meu sentido.
Sobra em mim um peso, que me debulha no computador pela madrugada, que devaneia sobre nada, porque eu não sei nada, porque eu não escrevo nada - As coisas tortas não fazem sentido, as coisas tortas são tortas.
Nada me basta, nada me importa, a insônia me invade; será que é mesmo a insônia que tanto me incomoda? Será que não é a vida jogada, a vida que me joga? Será que já não jogo o suficiente, será que já não estou jogada o suficiente?
2h36 da manhã.
sábado, 27 de junho de 2009
Nulo
E de repente eu me perdi...Nos meus sentimentos, eu me perdi. Me perdi nas palavras que não vão conseguir descrever. Me perdi em mim mesma.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Sobre o que (não) sinto...
Me tranco. Em mil trancas diferentes, pra não poder reconhecer as chaves depois. Engulo todas elas pra nunca mais poder encontrá-las. E fico assim, trancada, em mim, com os meus gritos que querem sair e já não podem, a tranca não deixa, a porta não deixa; o corpo é mudo e a mente é tirana.
Quero sair. Quero sair? O coração para, o coração não se solta, o coração fica ali, parado, esperando doer, ele sabe que vai doer. Mas ele já não sente dor. Ele espera uma dor tão grande que o que vem não é suficiente. O mesmo acontece para alegria. E vale a pena?
Ele não responde. Ele não sabe responder. Ele está trancado. Com várias chaves. Todas escondidas em lugares que não sei mais encontrar. E que não sei se quero encontrar. E que não encontro.
"Abre essa janela, primavera quer entrar e fazer do seu sorriso um abrigo..."
Casa Pré-Fabricada - Los Hermanos
Quero sair. Quero sair? O coração para, o coração não se solta, o coração fica ali, parado, esperando doer, ele sabe que vai doer. Mas ele já não sente dor. Ele espera uma dor tão grande que o que vem não é suficiente. O mesmo acontece para alegria. E vale a pena?
Ele não responde. Ele não sabe responder. Ele está trancado. Com várias chaves. Todas escondidas em lugares que não sei mais encontrar. E que não sei se quero encontrar. E que não encontro.
"Abre essa janela, primavera quer entrar e fazer do seu sorriso um abrigo..."
Casa Pré-Fabricada - Los Hermanos
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