domingo, 8 de março de 2009

Gente, minha gente.

Falei, falo. Escrevo. Sinto. Sinto porque sou humana. Sou gente. Gente da gente.Que cheira, que chora, que ri. A gente dos poros abertos, da alma inquieta, da cabeça sã. Cabeça quase sã.
Cabeça essa que cansou de sofrer, como a de tanta gente. Saí pelas tangentes. Tô melhor comigo mesma, tô tentando me reconciliar comigo, dar as mãos ao meu eu e sair, por aí, feliz, animada e sozinha. Sozinha comigo. Sozinha como a minha gente.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Esconderijo

A maneira como me encontrava ao escrever esse texto, reflete muito no meu eu. Estava reclusa, escondida, sentindo finos fiozinhos ardidos de água me ferirem gentilmente.
Escondo para mim meus medos e aflições. E quem quer saber deles, afinal?
Luto contra meus próprios monstros, mas continuo escrevendo. Estou errada? Certa? E novamente, quem se importa?
Assim continuo vagando no rumo da incerteza, deixando de lado o medo, as certezas e um pouco de mim mesma; afinal, uma vida sem perguntas é uma vida sem respostas.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Sobre tudo, para tudo.

Procuro...Procuro? Procuro!
Restos, retalhos, fragmentos; procuro, não encontro.
Mas oras, que vida seria essa se encontrasse? Se me encontrasse? Vida de conquistas, vida de glórias, vida miserável. A vida que eu não quero.
Hipócrita se a aceitasse, paradoxal se a renego. Humilhante se a sigo.
Recuso-me a segui-la, temo em atropelá-la. Contento-me em vivê-la. E vivo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Seu moço...

- Me diz seu moço...Me diz se vale a pena pensar, correr, suar, sofrer... Me diz se vale a pena moço, o esforço, as lágrimas ardentes. Vale a pena seu moço? Vale a pena a dor, o ardor, o amor, o labor... Vale? Vale tremer, vale ouvir, vale ligar? Será que vale? Vale o ódio, a paixão encardida, os lençóis retalhados...A cortina que se recusa a abrir, o vento que resiste a entrar? O sapato que não quer calçar, a roupa que não quer vestir, o cabelo que não quer pentear, a vida que não quer desandar? Vale a pena esperar o jardim desabrochar, o sol ardente aparecer, a lua cheia ressuscitar?Dói, seu moço, dói... Já não sei mais se vale a pena, ou se a pena é que vale...

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Não sei.

O que? Não sei.
Pra onde? Não sei.
Por que? Não sei.
Será? Não sei.
Como? Não sei.

Basicamente é este o lema de final de ano. Todas as perguntas são respondidas com um grande e pomposo (quase assim, pretencioso) não sei.
Não é a saída mais fácil, nem a mais difícil. É só uma saída.
E por que? Bem, tenho certeza que vocês já sabem a resposta.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Sobre o tempo...

Sobre o tempo, para o tempo, com o tempo, contra o tempo, pró tempo...
A vida lhe dá muitas alternativas em relação a forma de viver. Basta você escolher a que mais te faz bem.
Eu ainda não me decidi...Por enquanto, a decisão foi só viver...E que o tempo me acompanhe, se quiser.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Fazem sentidos

Uma das coisas que guardo da minha vó, é ela citar a importância do tempo nas nossas decisões, nos nossos atos e da forma que o realizamos. A frase que ela citava que alertava-me mais sobre a soberania do tempo era "eu já fui o que tu eras e tu serás o que eu sou".
O tempo é sim o dono da razão. O tempo é sim soberano, e por mais que desejamos travar, atrasar ou acelerá-lo, é tudo em vão. Digo isso por experiência própria (e escassa).
O que eu espero, além de sua soberania, é que, como outro ditado da minha vó, ele seja capaz de apagar as mágoas e as tristezas... Ele seja capaz de trazer respostas para as coisas que hoje não consigo ver sentido algum e que só me traz dor e desamparo; tempo, sobrano e milagreiro...Até que faz sentido para os meus sentidos que já não vêem sentido em muita coisa.
Só sentidos...Textos, mágoas, tempo.